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A herética língua do poema nu

Publicado: janeiro 18, 2010 em poema, Uncategorized
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ESCREVER Como exercício. Oficina. Malho. Entortar o aço, dobrar o indobrável. Escrever no suor da gota que me disfaço Escrever na brancura da folha que ameaça e zomba e mata. Garimpar letra por letra no cansaço, Montar a frase com sentido ou além dele Montar o verbo – selvagem animal Resistir ao tombo… ou aproveitar [...]

No espelho

Publicado: janeiro 12, 2010 em CONTOS, poema

NO ESPELHO Um sorriso que não era; abriu-se triste em rosto indefinido. Reflexo, imagem, espectro. O sorriso já não era. Distante até mesmo do seu sarcasmo. Só o desenho de sua carne refletida em olhos, boca, cabelo e dúvidas. Imagem. Interpretação. A mão procura a boca, e no espelho não há textura, espessura, tato. Lentamente [...]

Comer: da arte de dizer a comida ao fato de fazê-la ser além da comida; verbo Colherei  o grão da minha angústia Plantarei árvores de abismos Raízes distantes em tempo espaço e discursos Mastigarei-as Em danças caóticas de peiote e Explodirei meu corpo em tantos e vários outros Grãos. E em cada vão. Em cada [...]

divagações sobre a profundidade do ser humano.